23 de fevereiro de 2009

Quando de faz aniversário.

Quando de faz aniversário, e se pensa no tempo.
É triste, pensar que o tempo está passando, pensar q você não é mais como no ano anterior.
Mas a felicidade em se fazer aniversário, é simplesmente comemorar a vida.
E simplesmente partilhar, pois submersos em tantos conflitos externos e internos, você conseguiu vencer o tempo, um ano, um passo de cada vez...
Felicidades...

12 de fevereiro de 2009

Lágrimas de Crocodilo.

Eu pensei nesse título faz uns dias, e durantes esses dias fiquei pensando no que exatamente ele significa.
De certo não cheguei a uma conclusão.Assim como disse das paráfrases no início do meu blog, se não fossem tais paráfrases, não estaria aqui, mentindo ou desmentindo, ou só questionando, e certamente desabafando. Tal frase, mais simples possível. Achei meu próprio significado.


Crocodilo Fera.
Achou que fosse impossível sentir.
Mas não desistiu de lutar.
Pensou em nunca vencer.
Pensou que iria falhar.
Mas ao abrir seus lábios.
Ousou a chorar.
Uma lágrima discreta, justamente.
Não puderam notar.
E assim sairam falando.
Lágrimas de Crocodilo.
Mas sem imaginar o que pensam os olhos pais da lágrima.
O que viu?
Na verdade o que terá sentido?
Uma tristeza.
Uma felicidade.
Mas ao perceber.
Alegrou-se, era possível sentir.
Isso contemplou-me, Oh Crocodilo.
Posso sentir, sentir, e expressar meu sentimento.
Consegui vencer uma batalha.
Como troféu, uma lástima.
Que poucos compreendem.
Mas que para mim, basta sentí-la.
Pois seu significado, explica a minha significância.

20 de janeiro de 2009

Quando se diz Adeus.

Adeus.
Uma palavra.
Uma surra.
Sem suspiro.
Sem tempo.
Sem proximidade.
Quando se diz adeus, quando se sente que não há mais o que dizer a não ser essa palavra.
Quando a noite é tão cálida e o frio te aperta, e você não tem forças para mais nada, só para dizer adeus.
Quando suas energias te dispensam sem aviso prévio, quando não há nada a ser esclarecido.
E não há mais figuras no horizonte e se tenta esticar um papo, uma vida. Quando seu último suspiro também é a sua deixa.
Mas você não quer dizer, o que nem precisa ser dito. É tão evidente assim, todos percebem, não há mais solução, um adeus que nem parece, mas que é.
Uma palavra maldita, que teima ter sinônimos cujos antônimos não a vencem. Uma palavra ignorante e teimosa, não deixa oportunidade para respostas.
Nada após o adeus, nada após a sua última letra, nada seguinte, simplesmente nada.
Quando dois adeus se chocam um contra o outro, um ricocheteia a força do outro, tudo se desmorona, dois lábios se rasgam, dois adeus, é simplesmente forte e perpétuo.
Quando não resta saída a não ser a própria retirada, a teimosia da derrota é derrotada pelo significado da palavra. Simplesmente o fim.
Mas o Adeus, é um Deus, que por mais que siginifique o próprio adeus, também pode significar À Deus, e se consegue driblar o vocábulo e também a semântica.

19 de janeiro de 2009

Vamos Celebrar!

Vamos Celebrar.
Vamos ser monótonos.
Só vamos celebrar.
Hoje é o seu aniversário.
Hoje você conquistou aquela garota.
Hoje você recebeu um pedido de casamento.
Vamos celebrar.
Você nasceu.
Vamos celebrar.
O dia está chuvoso.
Vamos celebrar.
Há coqueiros, sombra e água fresca.
É só isso.
Porque passar despercebido, também significa Celebrar.

23 de dezembro de 2008

A cor preferida da Criança.

A criança estava lá, sob as sombras das copas das árvores, de lá não sairia, já havia dito isso à Mulher, de lá, não sairia até que lhe fosse apresentada a cor do mar, a cor que seus olhos jamais experimentaram, a cor que tornava cega a sua imaginação, era azul, em seu sonhos, era verde em sua inocência. O Cavaleiro havia lhe dito, que em uma de sua jornadas, havia encontrado o mar, e naquela ocasião, ele se encontrava de cor lilás, a criança não acreditou, pois a todos que havia perguntado, uma só era a resposta, maravilhosa, essa era a resposta, então, a criança não conseguia imaginar um lilás sendo maravilhoso, estava perdida, buscando a maior árvore, para quem sabe avistar o mar de longe e obter a resposta para sua imaginação. Mulher Sábia já havia dito que não sairia mais do Vale do Desapego, jamais, desde então não podia acompanhar a Criança para essa jornada de descoberta, estranhava ela, o quanto a Mulher Sábia era tão apegada ao Vale do Desapego. Enfim que chega Grávia, vindo de Caçada da Misteriosa Planta Jamais, a Planta que jamais nasceu, ele, coitado, ria a Criança, não conseguiu achar a tal planta, mas confortou-se pois tinha uma cia para ir em busca da tal cor. Grávia imediatamente aceitou o convite, não dispensava uma sequer jornada. Eis, que, a Criança e o Cavaleiro se empenham em ir ao Norte das Colinas, em busca da cor do mar, em busca do mar. Andaram milhas e milhas, por via da Estrada que Não Tinha Nome, eis que enfrentaram a Cordilheira do Sol, eis que ultrapassaram as Campinas das Bruxas, e mesmo durante esse percurso, eles não encontraram o caminho correto, mesmo com muitas sugestões, mesmo com uma bússola, essa que jamais havia desapontado o Cavaleiro, que havia certamente esquecido do caminho correto. Pensou em desistir, a Criança, mas Grávia jamais desistiria de uma jornada, ainda mais se ela significasse tanto a um amigo. Decidiram então, voltar pelo Sul, e mais uma vez, passaram por todos aqueles lugares felizes e outros tenebrosos, a Criança, Grávia percebeu, durante a jornada já havia deixado de ser uma criança, estava perdendo a essência, de tão desgastante que era a jornada, mas ele percebeu que seu sonho não havia mudado com o tempo, ela ainda desejava a cor, a cor passou a ser seu objetivo de vida. Naquele exato momento, Mulher Sábia se lembrou do verdadeiro caminho, mas estava tão apegada ao Vale do Desapego, que temeu por ir ao encontro de seus amigos, temia deixar aquele lugar, foi aí que veio aos seus olhos a imagem dos olhos da Criança cobertos com a cor do mar, e ela enfim saiu em busca de seus amigos, que por volta dessa circunstância estavam perdidos pelo Caminho Tortuoso. Eis que A Luz guia a Sabedoria, e ela encontra seus amigos, e juntos, seguem pelo Caminho que segue a Lua, a Criança não conseguia acreditar que Sábia havia se sacrificado por ela, sacrificado seu modo de vida para cumprir não o seu sonho, mas o de uma outra pessoa. Juntos os três alcançaram o fim do caminho, e eis que seus olhos cegueram com a maravilhosidade que a cor do mar possuía, e eles desejavam jamais perder aquela sensação, da felicidade da conquista, de ver, de sentir, de poder dizer, nós conseguimos, juntos, ver a cor do mar, e realmente ela é maravilhosa. E não só a Criança, mas também o Cavaleiro assim como a Sabedoria, voltaram a ser crianças novamente.

29 de novembro de 2008

Grávia e o Horizonte.

Lá estava Grávia, ele mais uma vez em uma aventura, grandes aventuras tinha vivido desde o encontro com a Mulher Sábia.
Depois de sua saga nas Campinas Verdejantes, saiu em busca do horizonte, andou milhas e milhas, mas sempre ao crepúsculo o perdia, não havia bússula ou tele-transporte que o guiassem, pois sua busca era infinita, mas ele não desistiu.
Ao passar pelo Vale das Almas Coloridas, viu que muitos de seus desejos estavam ali, mortos, também sem rumo, viu que seus desejos mortos estavam chorosos, pois tinham encontrado seu mestre mas não poderiam se juntar a ele mais uma vez. Era como se víssemos a Glória, mas sem podê-la sentir, sem usufruí-la, e isso era a condenação que as Almas, antes Desejos, teriam que pagar...
E Grávia se arrasou, por ter se sentido culpado por ter matado muitos do seus desejos preferidos, mas não havia mais salvação, muitos deles já estavam em outro mundo, enquanto alguns experimentariam a Passagem dali a pouco, mas Grávia, ou O Otimista, viu em suas Almas, um ponto positivo, percebeu que a experiência havia o tornado um cavaleiro mais forte, mais fiel, e dito isso à Mulher Sábia, percebeu que muitos seriam necessários pra que ele seguisse sem que suas Almas o perseguissem.
Pois bem, ele então passou pelo Vale, e seguiu em torno do Riacho das Lágrimas, onde experimentou um mundo fantástico, onde não havia dor, onde todas suas cicatrizes desapareceram, desde que se lavasse no Riacho, mas muito cuidado, disse a Mluher Sábia, é viciante, e muito relutante, ele se desvencilhou daquele Riacho, mas nada de Horizonte, temia que jamais conseguisse cumprir esse dejeso, e temia mais, que ele pudesse se tornar um habitante do Vale das Almas Coloridas...
Mas, ao nascer-do-Sol, ele obteria uma resposta, um passarinho-verde tinha lhe contado isso, e ele ancioso pelo então 'nascer', não conseguiu dormir, e veio a perder o nascer daquele dia, mas não se preocupou, pois sabia que todos os dias ele retornaria para uma conversa exata de 12 horas. E assim, cumpriria mais uma aventura, e assim mais um degrau da sua viagem pelo mundo havia sido concluído.

21 de novembro de 2008

Vontades que vem do fundo.

Vontade de estourar os tímpanos,de arrancar a pele, de furar os olhos, de cortar a língua. Vontade de sair, pra Lua, pro Mar.Às vezes vontade de ficar mudo, pra não falar bobagens, às vezes vontade de gritar, só assim me ouvem.Vontade de nunca mais ver, ignorar, mas ser visto, quebrando o ciclo.Vontade de sentir sem ser sentido ou ser apenas sentido, vontade de sentir o exterior.Vontade de apreciar o sabor da vida.E de apreciar o bom da vida.Vontade de quebrar as correntes.